sábado, 28 de abril de 2012

Galoucura.Membros da organizada do Atlético vão responder pelo assassinato de cruzeirense na Savassi
Morte de torcedor leva 7 a júri
Além do homicídio, réus serão julgados por formação de quadrilha

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu levar a júri popular sete dos 12 integrantes da maior torcida organizada do Atlético, a Galoucura, que foram denunciados pela morte de um torcedor do Cruzeiro em novembro de 2010. O juiz do 2º Tribunal do Júri, Maurício Torres Soares, também manteve a prisão preventiva dos sete acusados.

Cinco deles estão detidos no presídio de São Joaquim de Bicas, na região metropolitana, e os outros dois estão foragidos. Outros cinco acusados irão responder pelo crime de formação de quadrilha e aguardarão julgamento em liberdade.

No dia 27 de novembro de 2010, o torcedor cruzeirense Otávio Fernandes foi espancado até a morte por torcedores rivais, com chutes, socos e golpes de ferro. O assassinato ocorreu em frente a um shopping na Savassi, a poucos metros de uma casa de shows, na avenida Nossa Senhora do Carmo, onde acontecia um evento de luta livre. A confusão teria começado no local, onde havia integrantes de ambas as torcidas.
Parte dos acusados levados a júri popular vai responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha, com pena de até 53 anos. Entre os arrolados estão o presidente da Galoucura, Roberto Augusto Pereira, o Bocão, o vice-presidente, Willian Tomaz Palumbo, o Ferrugem, e o tesoureiro Cláudio Henrique Souza Araújo, o Macalé.

João Paulo Celestino de Souza, o Grilo, e Mateus Felipe Magalhães, o Tildan, irão responder por homicídio qualificado e formação de quadrilha, com pena de até 23 anos. Para o responsável pela acusação, o promotor Francisco Santiago, a decisão do TJMG é um passo importante para a condenação dos acusados.

O advogado da família da vítima, Ângelo Carbone, também confia na condenação. "Não é justo que ninguém fique impune diante de uma barbaridade como essa. A decisão de ir para júri popular já era esperada e esse é apenas só mais um passo", afirmou.

Sem provas. Já o advogado dos réus, Dino Miraglia Filho, afirma que faltam provas suficientes para a condenação de seus clientes. "Ninguém ainda deu a certeza de nada. Na fase atual, existindo dúvidas, a denúncia é a favor da sociedade. No julgamento, existindo dúvida, a decisão será a favor do réu", disse. Miraglia não pretende entrar com recurso, segundo ele, "para não atrasar o julgamento". Não há data para a realização do júri.

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